Retorno às atividades presenciais na educação infantil

Em 2020, a maior parte das escolas de educação básica do Brasil permaneceu fechada ao longo de praticamente todo o ano letivo. O motivo todos sabemos: a pandemia de Covid-19, que colocou o planeta em compasso de espera.

Contudo, ao longo dos meses, as medidas de distanciamento social foram sendo flexibilizadas, permitindo a reabertura de bares, restaurantes, shoppings centers e outros espaços que haviam sido classificados como “não essenciais” e que tendem a aglomerar um grande volume de pessoas. Praticamente tudo voltou a funcionar, com exceção das escolas.

Em nenhum outro país esse afastamento foi tão longo. Nas nações do hemisfério Norte, praticamente todas retomaram as aulas presenciais após as férias de verão, que lá acontecem entre julho e agosto. Na América Latina e no Caribe, países como Uruguai, Cuba, Chile e Peru reabriram as escolas, ainda que de forma parcial, com o passar do tempo.

Esse retorno teve como base a segurança dos protocolos sanitários desenvolvidos a partir do conhecimento científico adquirido com o tempo. Se em um primeiro momento foi necessário parar o mundo para entender o que estava acontecendo, essa necessidade deixou de existir a partir da definição de diretrizes seguras de prevenção ao contágio.

Enquanto isso, no Brasil, as crianças seguiram afastadas do espaço escolar. Para além do comprometimento do aprendizado, uma série de outros desdobramentos podem ser listados, como o crescimento da evasão escolar, da violência doméstica, da desnutrição e da exploração da mão de obra infantil.

Por tudo isso, aliado ao direito fundamental das crianças de terem acesso à educação de qualidade, é que as escolas públicas de educação infantil precisam retomar as atividades presenciais em 2021. E precisam estar prontas para isso desde o primeiro dia do ano letivo.

PARA APROFUNDAR